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Quanto vale a sua hora? A conta que toda prestadora deveria fazer

Preço2 min de leiturapor Camilla Bezzon

Quase toda prestadora de serviço começa do mesmo jeito: olha o que outras pessoas cobram e coloca um valor um pouco abaixo. Parece prudente. O impeditivo é que esse número não sabe nada sobre a sua vida: quanto você gasta para trabalhar, quanto quer ganhar e quantas horas do seu mês viram trabalho cobrado de verdade.

Os três números que formam o seu preço

Antes de qualquer tabela, você precisa de três informações:

  • Custos fixos do mês: software, internet, contador, equipamentos, cursos, a parte da casa que vira escritório.
  • Quanto você quer ganhar livre: o valor que sobra para você depois de pagar o negócio.
  • Horas cobráveis: não as horas que você trabalha, e sim as que alguém paga. Reunião de venda, proposta e post para o próprio perfil não entram.
Exemplo, com números fictícios

Custos fixos: R$ 3.000. Meta livre: R$ 6.000. Total a cobrir: R$ 9.000.

40 horas por semana × 4,33 semanas = 173 horas. Só 60% delas são cobráveis: 104 horas.

R$ 9.000 ÷ 104 horas = R$ 87 por hora, no mínimo.

Se você cobrava R$ 50 por hora porque "é o que o mercado paga", a conta mostra que cada projeto fechado nesse valor está tirando dinheiro do seu mês.

Por que o percentual de horas cobráveis muda tudo

É o número que quase ninguém considera. Quem trabalha sozinha gasta uma parte grande da semana vendendo, atendendo, organizando e produzindo conteúdo. Se você calcular o preço sobre 100% das horas, vai sempre cobrar menos do que precisa.

O que a conta simples ainda não inclui

A versão acima é o ponto de partida. A conta completa também considera impostos, férias, uma reserva para meses fracos e a margem que permite investir no próprio negócio. É por isso que o preço final costuma ficar acima do mínimo.

Como defender o preço com o cliente

Quando você sabe de onde vem o número, a conversa muda. Em vez de pedir licença para cobrar, você apresenta o escopo, o resultado esperado e o investimento. E quando o cliente pede desconto, a resposta passa a ser um pacote menor, não o mesmo trabalho por menos.

Preço não é palpite. É conta.

Próximo passo

Kit de precificação

Faça a conta completa com a calculadora de preço e a aula de 20 minutos.

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Camilla BezzonFundadora da Ória. Pós em Growth pela PUC e em Gestão de Projetos pela FGV, Gestão e Inovação na Bocconi, 9 anos com marcas como iFood e Petrobras.

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