Muitas agências vivem o mesmo ciclo: fecham clientes novos, contratam para atender, e no fim do ano descobrem que faturaram mais e lucraram menos. Depois de acompanhar operações de agências de vários tamanhos, as causas costumam se repetir.
1. Escopo que cresce sem preço que acompanha
O contrato fala em "gestão de redes". Na prática, o cliente pede campanha, evento, apresentação e um site urgente. Cada pedido parece pequeno, mas soma horas que ninguém cobrou.
2. Preço definido por comparação
Quando a agência define o fee olhando o mercado, e não as horas por papel e a margem desejada, ela descobre o prejuízo só depois de alguns meses de contrato.
3. Relatório que mostra alcance, quando o cliente quer receita
O cliente que não enxerga o retorno começa a questionar o fee no sexto mês. A agência perde o contrato e precisa repor a receita com um cliente novo, que tem custo de aquisição e de onboarding.
O que corrigir primeiro
- Precificação por papel: quantas horas de estratégia, criação, mídia e atendimento cada conta consome, e quanto cada hora custa.
- Escopo fechado com regra de exceção: o que está incluso, o que é extra e como o extra é cobrado.
- Relatório de negócio: pelo menos um indicador que o cliente associe a dinheiro.
Com essas três mudanças, a agência para de crescer só em volume e passa a crescer em margem.
Planejamento estratégico
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